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Cicloturismo


Viagem Rio do Sul à Aparecida do Norte - SP PDF Imprimir E-mail
Cicloturismo
Escrito por Bikes e Adventures   
Qua, 28 de Julho de 2010 04:09

Missão comprida, os amigos Os Pedaludos completam o cicloturismo em 10 dias com muita determinação, votantade de superar seus limites. Acompanhe o 10 dias do cicloturismo Rio do Sul à Aparecida do Norte em SP

Acesse o blog: Os Pedaludos de Rio do Sul

 

Data de saída: 26/07/2010

Já foram 10 dias em mais de 750 km percorridos.

 

 DECIMO DIA ( 05/08/2010) - OPEDALUDOS RUMO  A APARECIDA DO NORTE SP

Bom chegamos em Iguape num dia de sol, a noite despencou uma chuva que estragou nossos planos e nosso passeio.
Bom no dia 02.08.2010 eu (Xico) fui chamado urgênte para resolver um problema de Trabalho em Blumenau e tive que deixar o grupo. Desde já, peço desculpas pelo fato ocorrido. Mas mesmo assim meus companheiros resolveram continuar, mas a chuva e o friu não deu trégua tiveram que parar em , pegar um onibús ir até Aparecida com suas bikes envelopadas, e de lá seguiram para o Aeroporto de Campinas onde tinhamos programado nossa volta, e teve de ser antecipada porque não ia dar mais tempo de completar no tempo planejado.
Lá em Iguape ficamos hospedados na casa do Sr. João Sapo, ele e sua esposa foram extremamente atenciosos, juntamente com seu filho Willian, queremos agradecer de coração essa gentileza.
Iguape é um lugar impar em simplicidade sua religiosidade, suas barracas de ambulantes que são em torno de 200, com as mais variadas mercadorias. Queremos agradecer também o Sogro e a Sogra do Duarte juntamente o pessoal lá instalados nos moterhomes que foram super acolhedores, compartilhando os almoços.
Eu particularmente (Xico) quero agradecer ao Sr.JOÃO, que com 68 mostrou que a vida para ser vivida depende só de nós mesmos e idade é para ser vista em museo.
AO DUARTE (58), que mesmo sendo diabético dependente de insulina mostrou-se forte nos momentos de angustia devido a seu problema e se superou mais uma vez parabéns Galo Véio.
AO ALEXANDRE, que mesmo sendo funcionário do LULA, e com muito creme de bebe para assadura manteve-se firme e forte e foi compamheiro.
Quero agradecer ao Sergio Nering, que começou com com essa brincadeira de cicloturismo nos colocou na estrada em busca de novas aventuras e superações. O meu muito obrigado a nossas ESPOSAS, sempre sofrem com a gente de alguma forma, por falta de telefonema, compartilhando nossas dores emfim viajando junto em nossos sonhos mesmo não sendo os sonhos delas. Agradeço tambem as oficinas, Twins Bike do rocha que preparou a Tunica (bike do Xico), a WB bike na pessoa do Wilton que preparou a bike do Duarte, Sr. João e Alexandre, a CicloBike do Sr. Jõao Sapo que deu uma geral na magrela que foi levada lá. Ao Amigo e companheiro de Trabalho Juliano (Beira Mar) que cuidou de nossos négócios em minha ausência. Por fim agradeço a todas as pessoas que compartilharam conosco essa cicloviagem, Amigos, patrocinadores, leitores, familiares, emfim todos, ah jamais poderia deixar de agradecer o Sr. João da Toyota, Obrigado. * se esqueci de alguem me ajudem a lembrar* Meu muito OBRIGADO A TODOS, e que colocar uma frase de Jõao Olinto "O Caminho só existe depois que passamo por ele". Obrigado...
 

 

 NONO DIA ( 04/08/2010) - OPEDALUDOS RUMO  A APARECIDA DO NORTE SP

Saindo de Pariquera Açu encontramos na padaria 04 camaradas que vieram de SP - Sorocaba e também seguiam para Iguape, saímos na frente deles e botamos terror, e os caras não nos pegaram e olha que tentaram, o caminho até Iguape, você encontra pessoas indo de pé, de bicicleta, de moto, enfim de farias maneiras, daí você se da conta da reliogidade e da Fé das pessoas, uma coisa impresionante, lá chegando nos deparamos com uma passarela gigante, onde atravessamos com nossas magrelas e fomos destino ao centro histórico, alias lá tudo é histórico, chegamos na primeira igreja que hj é museo, apos chegamos a segunda por volta de 10:30hrs e ja estava se rezando uma missa na rua, foi emocionante aquele momento, porque nos emocinou muito ter já chegado até ali. após a missa fomos ao churrasco oferecido pelo sogro do Duarte que estava acampado lá com um Motorhome junto com outras familias.

 OITAVO DIA ( 03/08/2010) - OPEDALUDOS RUMO  A APARECIDA DO NORTE SP

 SETIMO DIA ( 02/08/2010) - OPEDALUDOS RUMO  A APARECIDA DO NORTE SP

 

 

 SEXTO DIA ( 01/08/2010) - OPEDALUDOS RUMO  A APARECIDA DO NORTE SP

Chegamos a Cananéia as 16:30hrs e decidimos pernoitar em Pariquera Açu que fica a 45km, entramos no asfalto e logo escureceu foram 2hrs de pedal no asfalto escuro, e só Xico tinha lanternas traseiras e dianteira, o Sr. João também levou uma dianteira, os outros não levaram porque nosso roteiro era só para o dia, mas como há imprevistos, vai uma dica: (nunca deixem em casa a lanterna trazeira e farol.) o asfalto de Cananéia á Pariquera Açu estava uma beleza e fomos muito rapidos, lá chegando logo nos instalamos no Hotel do BI , e as maglelas sempre dormiam com a gente é claro. A noite fomos jantar, o Sr. João e o Alexandre foram numa Pizzaria ao lado e eu e o Duarte que não come Pizza fomos procurar, e na esquina da rua tinha uma senhora e um senhor com um garoto vendendo espetinhos, e decidimos comer um para experimentar e comemos 05 cada, acompanhado de umas geladas (Itaipava), porque o negócio era bão demais, descobrimos que o cara vendia de segunda a sábado 180 a 220 espetinhos por dia, junto vendia num esopor Coca e as Geladas é claro, o cara era taxista, vereador e vendedor de expetinhos das 17:30 as 21:00hrs. bom fomos dormir depois dessa espetada toda.

 

 QUINTO DIA ( 31/07/2010) - OPEDALUDOS RUMO  A APARECIDA DO NORTE SP

O Caminho até Guaraqueçaba, também foi uma aventura são 70km de estrada de barro como ja mensionei anteriormente tinha uns retões que as baikes se perdião.
A Saida de Guaraqueçaba, foi 8he20m sentados, de pé, deitados enfim de qualquer jeito, mas foi memoravel, vimos muitos botos, passaros da região, o manguesal onde corta o rio, a comunidade que vive nas ilhas, do Cardoso, Comprida e outras mais, o nosso barqueiro muito gente boa ia nos contando e narrando a vida do povo das ilhas, descobrimos no meio da viagem que podiamos vir de voadeira um barco que levaria menos da metade do tempo, depois nos perguntamos talves não teriamos conversado tanto e aprendido tanto sobre aquele lugar, que é sem dúvida sem igual. e chegamos a Cananéia.

 

QUARTO DIA ( 30/07/2010) - OPEDALUDOS RUMO  A APARECIDA DO NORTE SP

 Destino Guaraqueçaba....
Saindo de Morretes fomos procurar uma pousada a caminho, então tinha uma placa Pousada Agua Boa, Suite, Chalés, Pesque Pague, almoço, janta, etc. O lugar era bonito, mas 5 anos sem abrir e o proprietário queria que nós pernoitassemos (no Mukifo) e falou tem só umas cobras dormideiras, ela não faz nada, só se pisar nela, saimos de lá correndo e seguimos para 35km de estrada de barro. Tava escurecendo tinhamos andado 10km, até pararmos num butequinho de teto de palha na beira da estrada, o bar do Sr. Zé da Totota, que assustado com nossa pedalada ofereceu pouso para nós, no começo ficamos reçabiados, mais sua simplicidade e humildade nos deu a confiança, arrumnou uns colchões e umas cobertas, nos fez janta e nós proporcionou ainda pela manha um café.
ficamos muito felizes em ainda nos deparar com pessoas que se preocupam com o proxímo e com o pouco que tem querem repartir, ao acordamos seguimos para os 70km de estrada de barro ah de lama, buraco, agua na estrada, pedras e cachorros é claro, enfim muito morro. mas chegamos e logo procuramos um barco que nos levará a Cananéia, hj vamos ficar por aqui no Hotel Eduardo, que por sinal muito bom, como nosso passeio continua até...

 

 TERCEIRO DIA ( 29/07/2010) - OPEDALUDOS RUMO  A APARECIDA DO NORTE SP

Saida de Guaratuba...
pegamos o Ferry Boat atravessanos para Matinhos, e seguimos para rodovia até chegar na rodovia 277 . O asfalto de lá dar inveja exelente para pedalar, seguimos a Morretes onde paramos para almoçar e depois seguimos em direção a Guaraquesaba, esse dia as bikes tambem furaram uns peneus, mas não deram mais problemas. O mais legal dessa viagem é a força dada pelas pessoas que passamos, o Galo Véio falando que saimos da divisa com Rio Grande do Sul e as pessoas ficando espantadas com a loucura, e muitos falando que Deus nos Acompanhe. Muito bom isso, uma energia que se sente pelas palavras.

 SEGUNDO DIA ( 28/07/2010) - OPEDALUDOS RUMO  A APARECIDA DO NORTE SP

Então saimos de Massaranduba, passamos por Guaramirim, Joinville, Garuva, e pernoitamos em Guaratuba, as magurelas nesse dia se revoltaram e furaram quatro pneus, o seu João deu uma dormida e asfalto ficou meio curto e sobrou a capoeira rsrsrs mas pedaludo tava ligado e saltou de banda logo. Bike do Duarte quebou um raio e saimos da oficina as 18h e a tunica minha bike tambem resolveu entar na onda e refugar o cambio dianteiro as vezes. Ai fomos procurar aum lugar para ficar, nos falaram o hotel das duas Gemeas (Pulgueiro) e ficamos na Pousada das Freiras, por sinal bem melhor

 

 

 

 PRIMEIRO DIA ( 27/07/2010) - OPEDALUDOS RUMO  A APARECIDA DO NORTE SP

 

 

 

A Saída...
Pois é mais uma aventura da garotada, com suas zicas(bicicletas), a idéia partiu de uma promessa a ser paga, ai juntamonos eu Xico, Duarte o Galo Véio, Sr. João e de ultima hora caindo de paraqueda e bem vindo o Alexandre. Depois de algum vento contra e passando por Lontras, Ibirama, Apiúna, Ascurra, Rodeio, Indaial, Blumenau, chegamos a Massaranduba com 127km percoridos, logo procuramos um Hotel para ficar e a alguns foram fazer uma correria a farmacia compar Babimed para assadura que tava pegando rsrsrsrs...tudo correu bem...e vai ai umas fotos da garotada.

 

Última atualização em Dom, 08 de Agosto de 2010 15:33
 
Faxinal do Bepe PDF Imprimir E-mail
Escrito por Bikes e Adventures   
Qua, 30 de Junho de 2010 03:37

Café da manhã

Em um fim e semana com menos frio que o esperado no Faxinal do Bepe reunimos a turma e dormimos lá na família Molinari com muita comida caseira, fogão a lenha, cachaça com mel, morcela e tudo que o interior oferece de melhor. Aproveitamos pra realizar esse pedal ainda em tempo já que a indenização já foi feita à família e em breve eles estão deixando o local  onde toda a região pertencerá ao parque nacional, uma pena para nós ciclistas que nunca poluimos e estamos sempre a favor da natureza, vamos esperar pra ver como será o acesso após a mudança.
Sem terra
Domingo após o café e uma rápida escalada num topo local fizemos a volta em 2 grupos, as meninas acompanhadas de Joubert, Fischer e Artur retornaram pelo mesmo caminho e nós encaramos a trilha do Warnow onde na primeira hora estávamos com 9km/h de média mostrando a dificuldade da trilha que ao todo foram 21km até o estradão onde a parada foi num bar local onde os pastéis de frango fizeram sucesso, só eu comi 5) mostrando que a fome ainda é o melhor tempero. Abastecidos saimos de lá tocando de leve e o ritmo foi aumentado  no final achei que estava num maraton andando a 40km/h no calçamento.
Foram dois dias de pedal com 6h13m e 110km com uma ascensão de 1920mts, um excelente passeio e um ótimo volume de treino.
Topo no Bepe
D. Fortunata preparando o jantar
Trilha do Warnow
Cidade: Bumenau
Fotos e Texto: Fábio Urban
Última atualização em Qua, 30 de Junho de 2010 03:42
 
Pedalando pelos Canais de Leonardo da Vince PDF Imprimir E-mail
Escrito por Bikes e Adventures   
Dom, 30 de Maio de 2010 01:47

por Rafaela Asprino e Antonio Olinto (maio/2009)


Enzo e Olinto – despedida do novo amigo

Desembarcamos no Aeroporto de Malpensa – Milão em 02 de junho de 2008. Apesar de já ter estado ali outras vezes, para mim um novo universo estava se abrindo: dessa vez tinha trazido a bike! Não dependia mais de ônibus ou trens para sair dali.

No próprio aeroporto já montamos as bikes e começamos a pedir informação do melhor caminho a seguir, nosso primeiro destino era a cidade de Vigevano, cerca de 50 km a sudoeste do Aeroporto. Já sabíamos que saindo dali cairíamos direto na autopista, provavelmente proibida para bicicletas e lotada de carros. Perguntamos para guardas, guias de turismo e motoristas, para todos eles o único e lógico caminho seria a autopista mesmo. Até os mapas que conseguimos só mostravam essa alternativa. Claro, são feitos para quem vai de carro...


Ponte Robecco (para pedestres)
e o imponente Palazzo Archinti

Decidimos seguir e tentar encontrar o caminho por nós mesmos. Além da experiência do Olinto, contávamos com o meu “italiano” paulistano e não seria difícil se fazer entender pelo caminho. Saímos do aeroporto e já demos de cara com a rotatória para a autopista. Na mesma rotatória havia uma saída que seguia para uma pequena vila, bem ao lado do aeroporto. Seguindo por ali logo encontramos um rapaz de bike e fomos direto pedir informação.

Enzo foi categórico: “é só seguir pelos canais do Rio Ticino!”. Como era um dia de feriado, ele estava passeando por ali e resolveu nos acompanhar, indicando o caminho até os canais. Como quase tudo na Itália, esses canais também tem uma história, que Enzo nos contou enquanto pedalávamos: “estes canais foram reformados por Leonardo da Vinci para transportar os mármores para a construção da Catedral de Milão”. Pedalamos um pouco juntos pelo canal principal, e então Enzo se despediu de nós, já estava na hora dele voltar para casa. Seguimos pelo canal observando o movimento suave das águas pelo seu leito, e comecei a pensar sobre a história desse lugar.


A caminho de Milão

Os canais do Rio Ticino foram abertos no século XII para transportar água, irrigar e abastecer as pequenas vilas da região de Milão. O curso artificial mudou de nome várias vezes e hoje é chamado de Naviglio Grande. Em 1272, cem anos mais tarde, os canais foram ampliados e aprofundados para permitir a navegação; a partir de então passaram a ter importância fundamental no transporte de mercadorias entre o Lago Maggiore e a cidade de Milão, sendo considerados os primeiros canais navegáveis do mundo moderno. No século XVIII o transporte de passageiros pelos canais passou a ser regular e freqüente.

Leonardo da Vinci chegou em Milão no final do séc XV, numa época de grandes realizações hidráulicas.


Catedral de Milão – 135 agulhas fazem
o acabamento das fachadas

Apesar dele não ter sido o inventor das eclusas, aperfeiçoou o sistema existente. Eclusa, vulgarmente conhecida como “elevador de navio”, é um sistema utilizado para vencer um desnível de água, tanto para subir ou descer um rio ou canal.

Até então, no sistema utilizado, quando se abriam as comportas para a passagem da água esta vinha com grande pressão e quase caía para dentro dos barcos. Com a engenhosidade que lhe era peculiar, Leonardo criou o portão inferior. Através desse portão é que a água entra e sai, fazendo subir ou baixar o nível, controlando o ímpeto das águas. Esse sistema foi utilizado na ligação entre o Naviglio Grande e o canal que conduzia os mármores até o canteiro de obras da Catedral de Milão.


Interior da Catedral

O interessante é que o mármore não pertencia à tradição arquitetônica milanesa, que utilizava o tijolo. A possibilidade de transportar o material por via fluvial e pelos canais é que viabilizou a utilização do mármore da Cava de Candoglia, Comuna de Mergozzo, reduzindo drasticamente as despesas com transporte. Os blocos eram carregados com carro de boi até o rio Ticino, e depois pelo Naviglio Grande até a Porta Ticinese em Milão, percorrendo mais de 100 km em via fluvial. De lá foi construído um canal de ligação até o canteiro de obras, onde o mármore era descarregado. A utilização do mármore condicionou não só a arquitetura da Catedral, mas principalmente a parte ornamental. Precioso e rico, o material obedecia ao estilo gótico “internacional” que estava sendo utilizado nas catedrais da época.
Leonardo da Vinci também construiu outros canais que ligavam os canais do Rio Ticino até o Rio Ada, passando por dentro da cidade de Milão, e por isso hoje todos esses canais são chamados genericamente de “canais de Leonardo”.


Sinalização da ciclovia

No século XX, com os novos sistemas de transporte, em especial as linhas de trem, os canais perderam a importância como via de transporte de mercadorias. Na década de 70 a região foi transformada em parque e na década de 80 foram construídas as ciclovias ao longo dos canais, passando a ter importância fundamental para nós, cicloturistas!!!!!

O tema “ciclovia” está na moda, muito está se falando sobre como e onde traçar esses caminhos para quem vai de bike. Com um pouco mais de atenção, podemos notar que no Brasil existem muitas estruturas praticamente abandonadas que poderiam ser adaptadas e transformadas em ciclovias, caminhos alternativos para os cicloturistas, longe dos carros. Um exemplo típico são as linhas ferroviárias.

No caso do Parque Ticino, além da ciclovia, há uma estrutura de parque criada sobre o caminho dos canais e do próprio rio, aproveitando a densa mata nativa. O Consórcio “Parco Lombardo del Valle del Ticino” foi fundado em 1974, tem cerca de 90.000 ha de extensão ao longo do Rio Ticino, incluindo 46 cidades das províncias de Milão, Varese e Pavia. O parque promove o desenvolvimento turístico e social sustentável do território, com atividades culturais e recreativas.

Apesar de não serem mais a rota comercial, os canais permanecem bem cuidados e úteis. Além de melhorar a qualidade de vida de quem mora na área, o parque contribui para a manutenção da flora e fauna da região. Não dá para descrever a alegria de encontrar um lugar assim para pedalar quando estamos viajando perto de grandes cidades. É quase como um oásis no meio do deserto, só que no sentido inverso, um caminho agradável paralelo às autopistas e cidades cheias de carros.

Depois de mais de 40 km de ciclovia plana em meio às árvores, seguindo os “Canais de Leonardo”, chegamos ao nosso destino. No caminho algumas mansões e jardins nos faziam viajar no tempo e imaginar a Itália Renascentista do séc XVI.

O mais incrível foi pedalar pelos antigos canais transformados em parque e ciclovia, repletos de italianos desfrutando o belo dia de sol. Em um dos dias em que ficamos em Vigevano, com as bikes vazias, seguimos pelo Naviglio Grande até o centro de Milão, visitamos a Catedral e outros pontos históricos e turísticos da cidade.

Fica aqui uma dica para quem pensa em viajar pela Europa: a passagem aérea para Milão atualmente está entre as mais econômicas. Do aeroporto de Malpensa é possível chegar até o centro de Milão pelas ciclovias dos canais, ou então seguir tanto para o norte quanto para o sul da Itália sem passar pela cidade ou por autopistas.
Para saber sobre os percursos junto aos canais do Parque Ticino:
http://www.provincia.milano.it/pianificazione_territoriale/MiBici/itinerari_cicloturistici/In_bici_sui_canali/index.html


(este relato faz parte da viagem de bicicleta pela Escandinávia em junho/ julho/ agosto de 2008)
 

Rafaela Asprino e Antonio Olinto integram o Projeto de Cicloturismo no Brasil, que tem como objetivo produzir guias de cicloturismo dos mais variados estilos de viagem. Saiba mais:www.olinto.com.br

Fonte: Clube de Cicloturismo

 


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